Problemas de saúde mental podem baixar imunidade e favorecer o aparecimento de doenças bucais.

 

Controlar o estresse pode ser uma tarefa difícil em alguns momentos, mas a ciência já comprovou que manter a mente em dia faz muito bem para a saúde.

 

O benefício é tanto que até seus dentes podem sair ganhando, de acordo com uma pesquisa realizada no Brasil.

 

Cientistas revisaram mais de 20 estudos conduzidos entre 1990 e 2006 para determinar se eventos negativos da vida e fatores psicológicos podem contribuir para um aumento na incidência de doença periodontal. Eles constataram que 57% dos estudos revisados mostravam uma ligação entre estresse, angústia, ansiedade, depressão e solidão e doença periodontal, também conhecida como doença gengival. Níveis aumentados de cortisol — hormônio produzido pelo corpo em níveis mais elevados durante momentos de estresse — podem contribuir para a redução da imunidade do organismo, tornando-o mais suscetível a doença da gengiva, concluíram os pesquisadores.

 

Eles também observaram que pessoas estressadas têm maior probabilidade de adotar hábitos que promovem a doença periodontal, como fumar, não seguir uma dieta balanceada, não cuidar dos dentes e gengivas ou adiar consultas ao dentista. A recomendação dos pesquisadores de reduzir ao máximo o nível de estresse para proteger a saúde da boca.

 

O site da Associação Dental Americana (ADA) explica que a doença periodontal é uma infecção dos tecidos que envolvem e sustentam os dentes e costuma ser uma causa comum de perda dental entre adultos. É bastante comum o problema não gerar dor, fazendo com que muitas pessoas não o percebam facilmente. A recomendação, portanto, é ficar atento a outros sintomas que costumam aparecer: gengiva vermelha, inchada, sensível ou com sangramento, mau hálito persistente ou gosto ruim na boca, mobilidade dos dentes e alterações no encaixe dos dentes ou de próteses ao morder. Se você perceber qualquer um desses sinais, procure o seu dentista.

 

G1