O Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) em Lages, foi contemplado com R$ 100 mil em um edital da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc). O recurso será usado para ativar um laboratório para realizar exames de identificação de Covid-19 e doenças respiratórias.

O projeto, coordenado pela professora Carla Ivane Ganz Vogel, também prevê a criação de um painel de monitoramento dos casos do novo coronavírus na região. O trabalho é um dos cinco selecionados pela Fapesc, cujo edital recebeu 97 submissões.

O laboratório atuará como parceiro do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) e integrará a subrede Covid-19, no Estado. "Acreditamos que mais exames serão realizados e o tempo entre a coleta e o resultado dos exames diminuirá. Por isso, a aprovação do projeto pela Fapesc foi muito importante", avalia a professora.

Agora, a estrutura atual do laboratório de pesquisa, usado pelo Grupo de Bioquímica e Biologia Molecular, passará por adequações para seguir normas de biossegurança. Também será estruturado o laboratório de diagnóstico. A equipe envolverá professores e acadêmicos do 
Programa Multicêntrico de Pós-Graduação em Bioquímica e Biologia Molecular (PMBqBM).

Laboratório usará o método mais confiável para detecção
 
Para a professora, uma das problemáticas no enfrentamento da Covid-19 está relacionada à realização de exames para detectar o vírus. Os métodos mais confiáveis para detecção envolvem a técnica de RT-qPCR, considerada padrão ouro para o diagnóstico. "Infelizmente, nem sempre é possível o acesso a este tipo de teste, o que faz com que intervenções mais eficazes em saúde pública não sejam tomadas, uma vez que o diagnóstico não é realizado", diz ela.

Além da pandemia, a chegada do frio provoca o aumento de casos de doenças respiratórias, principalmente nas regiões mais frias do Estado, como a Serra Catarinense. As síndromes respiratórias agudas graves (SRAGs) envolvem uma série de vírus, como Influenza A e B, Adenovírus, Vírus Sincicial Respiratório, Parainfluenza tipos 1, 2 e 3, Metapneumovírus humano, Rinovírus, Bocavírus, Coronavírus e Enterovírus.

"Estas síndromes são de notificação compulsória e, geralmente, ocorre um aumento no número de infectados no período de outono e inverno. O diagnóstico laboratorial para estas síndromes também se dá por biologia molecular, utilizando a reação em cadeia da polimerase (PCR)", explica a professora.

Assessoria de Comunicação da Udesc Lages
Jornalista Tatiane Rosa Machado da Silva
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