Rico, de cinco anos, é a fofura em forma de cachorro e arranca suspiros dos seus fãs.

 

Milhares de seguidores, campanhas publicitárias, fotos super estilosas e muitos recebidos. Essa é a rotina dos ‘digital influencers’, profissionais que estão bombando nas redes sociais. Mas, se você pensa que esse mercado é exclusivo para seres humanos, está muito enganado. Os ‘dog influencers’ chegaram com tudo e estão conquistando um grande espaço na web.

Esse é o caso do Rico, de cinco anos, dono de um carisma encantador. O cachorro da raça pug tem uma conta no Instagram desde 2016, gerenciada pelo seu dono Felipe Ciarlini Tedesco, e já conquistou mais de 26 mil seguidores. No feed, ele aposta em fotos com alto nível de fofura, muitas fantasias e momentos inusitados.

O publicitário Felipe Ciarlini Tedesco, de 22 anos, conta que decidiu criar uma conta no Instagram para poder compartilhar fotos engraçadas com seus amigos, porque o cachorro sempre estava aprontando alguma coisa e fazendo várias poses. O que ele não esperava é que essa ideia fosse tomar uma proporção tão grande e que o Rico fosse bombar nas redes sociais.

“No início, o objetivo não era transformá-lo em um influenciador digital, mas o Instagram foi crescendo e começamos a receber diversos mimos. Ele foi o primeiro ‘dog influencer’ de uma empresa de transporte por aplicativo e ganhou até um código de desconto. Também já fez diversas campanhas, como de tapete higiênico e aplicativo de passeio. Foram surgindo várias oportunidades”, explica.

O pug alcançou o sucesso no último ano. Muitas empresas entram em contato para enviar presentes, os famosos ‘recebidos’. Ele aproveita para compartilhar todos os mimos com seus seguidores e deixa tudo salvo nos destaques dos stories. Rico já ganhou petiscos, quadro personalizado, sabonete especial para pugs, aromatizador e se tornou embaixador de uma distribuidora de produtos pet.

“A nova profissão do Rico já rendeu até dinheiro, por conta das campanhas publicitárias como ‘dog influencer’. Mas, ele costuma receber mais mimos do que fazer publiposts. Depois de três anos, ele já até acostumou a tirar várias fotos, mas a velha tática de mostrar um petisco funciona bem”, revela o publicitário, que chegou a ganhar seguidores por causa do pug.

 

`"Escolheu a gente"

 

O encontro de Rico e Felipe parece até coisa de destino. Em 2014, o pai do jovem decidiu que a família deveria ter um cachorro e escolheu um pug para levar para casa. Porém, antes dele sair da loja, o pequeno Rico subiu no sofá e pegou a chave do carro com a boca. Claro que não teve jeito e o pai do Felipe acabou ficando com ele.

“A gente fala que foi ele que escolheu a gente. Eu considero o Rico como um filho, apesar de ter dificuldade em definir esse grau parentesco em casa, sinal de que ele é muito amado. Longe das câmeras ele é muito tranquilo, passa a maior parte do tempo dormindo ou roendo seu osso predileto. Mas, também tem seus momentos de safadezas e adora aprontar”, finaliza.

 

Fonte: G1