A Serra Catarinense continua "penando" por falta de leitos de hospital para internamento e inclusive em UTIs. Aliás, isso já vem acontecendo há um bom tempo. 

Tanto que uma das grandes prioridades do então candidato a Governador, Raimundo Colombo, lá em 2010, quando se elegeu pela primeira vez Governador de SC, era melhorar o atendimento à saúde de todos os catarinenses. 

Aqui na região, idem. Uma das grandes prioridades levantadas por nossas lideranças para o então governador lageano e serrano foi a construção de uma nova ala no Hospital Tereza Ramos. 

Construir a estrutura e equipar é o mais fácil 

Mas, como a gente temia, o início da construção começou um pouco tarde. E não deu tempo de Colombo inaugurar a obra física. E, principalmente, colocá-la em funcionamento, desafogando os nossos hospitais. O  mais fácil na questão  é construir e equipar esse tipo de estrutura. O mais difícil é contratar as pessoas e manter essas estruturas em funcionamento.  

Com o novo Governo eleito - Carlos Moisés - que conseguiu a proeza da eleição sendo até então um ilustre desconhecido e na  rabeira do efeito 17 (Bolsonaro), a coisa parou de vez. Até o momento, passados 6 meses do novo Governo, não se tem notícia alguma sobre início de operação daquela enorme estrutura (8 andares, mais de 90 leitos para internamento, 30 novos leitos de UTI, Emergência 24 e até heliponto no piso superior). 

Moisés da Silva, nosso novo governador, não dá notícias de que vá abrir a nova ala, cujas instalações físicas e os equipamentos estão todos lá, bonitinhos e novinhos em folha, só  esperando pelo uso (ao que se tem notícias, foram "apenas" R$ 115 milhões de investimentos na edificação e na compra de equipamentos e mobiliário).  

Silêncio total em Lages e em Floripa

A Revista Visão vem tentando há mais de 60 dias buscar informações acerca desse assunto. Mas a diretora local não dá entrevistas e tampouco deve saber quando aquele "Elefante Branco" entrará em operação. Remete-nos sempre à Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Saúde, em Florianópolis, que simplesmente ignora nossas perguntas e pedidos de informações. 

E agora, José? O que farão nossas lideranças a respeito? A nova ala do HTR vai esperar 20 anos, como está acontecendo com o famigerado aeroporto regional de Correia Pinto? Quando alguém de "peito" vai se levantar e exigir de Carlos Moisés um cronograma para o início das operações dessa estrutura? E não estamos falando em abrir toda a nova ala de uma só vez, o que custaria muito dinheiro já que seriam necessários pelo menos 950 novos servidores. Quem sabe comece a funcionar aos poucos, por etapas. 

Quando teremos essas respostas? Quando alguém que tem poder junto ao novo Governo de SC poderá cobrar isso? Aliás, quando o assunto são ocupações de cargos na região, o novo Governo parece ter um "chefete" em Lages (que foi candidato a deputado federal). Mas quando se trata de ações e providências, ninguém assume a responsabilidade. 

Loreno Siega - Revista Visão