Em resposta ao deputado estadual Marcius Machado (PR), a Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) retificou seus gastos referente ao auxílio-combustível. Segundo o documento, 471 servidores receberam a indenização pelo uso do veículo próprio, anualmente são gastos cerca de R$ 27 milhões.

O valor foi criado nos anos 1990 para indenizar os auditores da Receita estadual e procuradores do Estado em decorrência do uso de veículo próprio. O valor, no mês de fevereiro deste ano, girou em torno de R$ 4.799,65 para cada um dos 471 servidores. 

Em contrapartida, a SEF explicou que o auxílio-combustível não é pago a servidores inativos, em férias, licença-prêmio, licença. Mesmo assim, o parlamentar argumenta que a SEF deveria apurar melhor quem realmente necessita desse auxílio. “É preciso fazer uma série de averiguações para ver a necessidade real do uso do dinheiro publico, já que possuímos um número alto de pessoas com auxílio”, explica.

Ele finaliza falando que o valor segue onerando os cofres públicos. “Vou seguir em busca de respostas, comprovada a denúncia, vamos solicitar ao governador providências, visto que o cálculo para a base indenização foi criado em 1990”, finaliza.

Mirella Guedes  - Foto: Luca Gebara - Agência AL 

COMENTÁRIO DO BLOG: Fizemos as contas rapidamente aqui. E concluímos que no valor de R$ 4,15 ao litro da gasolina, cada um destes servidores poderiam gastar até 1.156 litros de gasolina por mês. Isso daria uma média de 57,8 litros por dia útil (20 dias no mês já que não trabalham nos finais de semana). Com todo esse combustível, daria para cada um destes servidores rodarem pelo menos 11.000 Km (média de 10 Km por litro), o que equivaleria a uma média superior a 500 Km rodados por dia. Então, perguntamos: Isso é ético? Isso é "economizar" dinheiro público? Governador Carlos Moisés, o senhor que tanto fala em economia e transparência - e que extinguiu todas as ADRs por conta disso - não acha que isso é um absurdo com nosso suado dinheirinho? Para finalizar, acrescento que conheço muitos professores que exercem função de direção ou de assessores de escolas públicas. Para exercerem suas funções nestas escolas, vivem correndo pelas cidades atrás de questões administrativas destas escolas, cotar preços de itens de higiene e limpeza para compra (com dinheiro das APPs) e não recebem sequer 1 litro de gasolina pelos deslocamentos (sai tudo do bolso deles). Então.... Marcius Machado.... a bola está contigo. Essa é uma belíssima briga.