Até o dia 10 de dezembro, o município de Alfredo Wagner terá uma série de atividades para conscientizar a população sobre violência doméstica, especialmente dos casos em que a mulher é vitima de agressão física e psicológica. Nesta semana, o juiz Edison Alvanir Anjos de Oliveira Junior, da comarca de Bom Retiro, participou da campanha e proferiu uma palestra para cerca de 150 pessoas sobre a temática. Organizado pelo Centro de Referência em Assistência Social (CRAS), o movimento ativista terá duração de 16 dias, como ocorre em diversas partes do mundo. As ações iniciaram com uma caminhada pelas ruas da cidade com as pessoas com cruzes da cor roxa  nas mãos para representar as mulheres que morreram vítimas da violência.

A palestra com o magistrado abriu oficialmente o evento. Ele falou para servidores municipais, vereadores, secretários e atores da rede de proteção sobre a Lei Maria da Penha e apresentou algumas informações que retratam o cenário daquela região. Só no último ano foram expedidas 81 medidas protetivas às mulheres. Num período de dois anos, de 10 processos que foram à júri popular na comarca, metade era feminicídio. 

Com isso, o juiz Edison quis trazer para reflexão a preocupação com o alto índice de violência, a importância de denunciar os casos e, principalmente, trabalhar com a prevenção. "Vivemos numa sociedade machista. Na Serra, essa cultura ainda é muito  forte. Por essa razão, realizar, participar e apoiar campanhas como esta é fundamental. A informação é uma grande aliada nesse processo. Quanto mais a comunidade se envolver e estiver conscientizada, mais facilmente essa realidade poderá mudar".

O psicólogo Sergio Schweitzer Silvestri é um dos organizadores da campanha. Ele explica que o ritmo de atividades será intenso na cidade. "Já realizamos visitas a grupo de idosos e fizemos panfletagem. Na programação ainda tem peças  de teatro na escola, palestras, abordagem às pessoas nas ruas com colagem de adesivos e distribuição de material informativo, exposição e gravação de um vídeo". Esse audiovisual com a reação das pessoas ao ouvirem gravações feitas pela Polícia Militar no atendimento às vítimas será intitulado "Alfredo Wagner contra a violência" e exibido nas redes sociais.

Taina Borges – Assessoria de imprensa do  TJSC - Foto: Divulgação