Jatir Fernandes é natural de Lages. Seu primeiro emprego: entregador de Jornal. Passou pela Rádio Clube de Lages onde fez importantes amizades. Foi no Jornal O Momento onde recebeu as melhores oportunidades profissionais. Diretor-editor do Site Notícia no Ato, um dos mais acessado entre os de divulgações de ocorrências policiais. Como Escoteiro vem realizando seu maior propósito: fazer o bem, sem olhar a quem.

Não foi fácil arrancar de Jatir Fernandes, 41 anos, as informações necessárias para levar a conhecimento público quem é esse repórter policial que, de uns anos para cá,  inaugurou um novo linguajar, como forma de prestar informações do segmento policial, facilitando o entendimento de quem deseja estar por dentro dos acontecimentos, o leitor; porém, nem sempre agradando ao protagonista da notícia, aquele que cometeu um delito.

Para quem não sabe, Jatir Fernandes, é natural de Lages, sua infância passou nos trilheiros do Morro Grande. Filho de um servidor público municipal. “Eramos pobres, passamos muitas necessidades. Não me envergonho de dizer:  passei fome. Quem sabe se as dificuldades encontradas pelo caminho não serviram para me fazer entender sobre o mundo em que vivemos? Sentir o amor pelo próximo, e diante dos sofrimentos dos semelhantes tentar ao menos coibir ou minimizar as dores que a vida apresenta também aos nossos irmãos”, observou Jatir Fernandes, reiterando que, se tivesse que fazer tudo de novo em prol do ser humano, não teria dúvidas de que faria. “Me sinto bem, muito feliz em poder ajudar ao próximo”.

As narrativas de Jatir são comoventes. Desde menor de idade trabalhou. “Minha infância foi passada na rua Frei Silva Neiva, periferia de Lages.  Meu primeiro trabalho, foi através do Projeto Amo. Fui ser entregador do Jornal O Estado, distribuído pelo SCC, onde foi Oficce-boy, ainda menor. Com 18 anos completo voltei para a Rádio Clube através do amigo Silva Muller. Fui ser sonoplasta. Lá fiz amizades inesquecíveis. Lembro-me de Edson Oliveira, Ary Oliveira, Manoel Mariano, Vilmar Reis e também Servilho Ferreira, um amigão. Me dava muitos conselhos, assim como Rubens Dávila(In memoriam).” frisou o repórter.

Ida ao O Momento

Depois de passar uns tempos na Rádio Clube, Jatir Fernandes foi ser entregador de jornal novamente. Isso em 1999. Foi nesse emprego onde teve muitas oportunidades e não cansa de agradecer a diretora comercial Tânia Scoss. “Foi através dela que consegui galgar os primeiros passos dentro da dinâmica das lides jornalísticas. Foi lá que fiz uma Coluna de Motociclismo e que comecei atuar como repórter policial. Hoje tenho minha empresa, onde através do Site Notícia no Ato é um dos mais acessados na região com reportagens policiais. Devo frisar que, apesar de ter encontrado bons amigos pelo caminho, me deparei com muitos problemas, ameaças, invejas, etc”, disse  Jatir

A juventude e o amor pelo social

“Presentes na infância, somente na Páscoa, Dia da Criança e no Natal. Na época a Prefeitura Municipal distribuía aos filhos dos servidores municipais. Não me esqueço da minha roupa de gala: Calça de brim social e camiseta branca. Meus calçados: quando não era um Conga, usava um K-Chut “chulézento”.  As escolas que freqüentei foram: Colégio Valdo Costa, Visconde de Cairú e a antiga Escola Técnica, hoje a Facvest.

Escoteiro: sonho que sempre acalentou

Como todo jovem, Jatir Fernandes tinha um sonho queria ser escoteiro. Aos 14 anos ingressou nas fileiras da entidade. Como era pobre, não tinha dinheiro para pagar mensalidades, não podia comprar sapatos e uniformes, abandonou o seu desejo, retornando em Agosto de 2016. Durante o tempo de retorno já realizou diversas ações sociais, como, entregas de cestas básicas, campanhas do Agasalho e muitas outras . “Não gosto de tocar nesse assunto, pois a verdadeira caridade, uma das mãos não deve saber o que fez a outra. Devemos fazer o bem, sem olhar a quem” concluiu Jatir Fernandes, o qual é casado com Carla Brasil, cuja união matrimonial nasceu um casal de filhos: Letícia Lima e Jatir Jr, jovens escoteiros.

Conclusão

Finalizando a presente matéria chega-se à seguinte definição: se a pessoa tem fé em Deus, perseverança nas suas atitudes, honestidade e sinceridade para com os seus semelhantes, não importa onde se nasce, passar fome não é covardia é uma virtude  de saber viver com dignidade em situações difíceis. Se tiver perseverança e amor aos semelhantes, certamente a mão de Deus irá amoldar a personalidade. Assim aconteceu com Jatir Fernandes, um amigo, um profissional exemplar, um cidadão integro.

Texto e fotos: matéria que sairá na edição de quinta-feira do jornal O Momento