A assembléia da Amures ocorreu no Aeroporto Regional do Planalto Serrano, em Correia Pinto, como forma de mostrar a necessidade de começarem as operações de pouso e decolagem o mais rápido possível. Elas ainda dependem de liberações federais. Apesar de ser o tema dominante do encontro, 17 prefeitos presentes e um vice (de 18 municípios que integram a associação) também voltaram seus ouvidos para recursos do Fundam 2, o Fundo de Apoio aos Municípios.

O deputado Gabriel Ribeiro (PSD) enfatizou algo que já disse a alguns prefeitos durante audiências em separado: para receber os recursos do Fundam é necessário estar com as negativas em dia e ter projetos prontos. “Não adianta ofício pedindo algo, é preciso projeto bem feito. Quem estiver com tudo em dia vai estar no começo da fila para receber as verbas”.

Walter Manfroi, em nome do Governo do Estado, disse aos prefeitos que está sendo negociada uma distribuição diferenciada para os municípios com o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) mais baixo. “Não se trata de privilegiar ninguém, mas de reduzir diferenças socioeconômicas”, ressaltou.

Ainda não foi definida data para o começo dos repasses dos recursos do Fundam 2, mais é possível que seja no meio do ano. As verbas caem na conta das prefeituras e contemplam projetos apontados pelos municípios.

Em relação ao aeroporto, cujo processo se iniciou há 18 anos e onde foram investidos R$ 40 milhões, a expectativa é de que as operações comecem ainda neste ano. Os prefeitos andaram pela pista, que precisa ser usada, sob pena se deteriorar, enfatizou o prefeito anfitrião do encontro, Celso Rogério. E no prédio, eles viram instalados esteira para bagagem, elevador, cadeiras e demais equipamentos.

Gabriel Ribeiro pediu aos prefeitos que mobilizem as suas comunidades para que passem a fazer viagens aéreas a partir da Serra Catarinense e não embarcando em Florianópolis ou nas outras duas capitais do Sul. O parlamentar salientou que o aeroporto faz parte de qualquer processo de desenvolvimento, e citou o exemplo de Chapecó, que não estaria se desenvolvendo como está se não tivesse um aeroporto em pleno uso.

O Aeroporto Regional de Correia Pinto foi planejado para atender uma região que concentra mais de meio milhão de habitantes: além da Serra, abrange parte do Meio-Oeste, Alto Vale e norte do Rio Grande do Sul.

Tarcísio Poglia - Assess. de Imprensa do deputado Gabriel Ribeiro