Os produtos básicos de sobrevivência nos lares brasileiros foram alvo de pesquisa, mais uma vez, pelo Programa de Defesa do Consumidor (Procon), em Lages. A lista é composta por 40 itens. Os preços apontados são válidos por dez dias. As informações de julho foram coletadas nos dias 29 e 30 de junho. O papel higiênico (pacote com rolos de 430 metros no total) voltou à liderança e é o vilão deste mês, com oscilação máxima de 194,62%, entre R$ 1,86 e R$ 5,48.

Paralelamente, o órgão faz uma avaliação sobre a elevação dos preços de dois itens essenciais nas mesas, o feijão e o leite. Conforme análise do diretor de Atendimento do Procon, Juarez Pereira da Silva Filho, a falta do produto no mercado tem elevado os preços. A justificativa sobre o leite é de que, com o inverno, as pastagens são prejudicadas com a secagem (frio, geada). Consequentemente, a produção diminui e o preço tende a subir. 

Neste mês de julho todos os produtos sofreram aumento em seus preços, principalmente os derivados do leite, bem como o tomate e a batata, segundo o diretor de Atendimento. “A crise financeira nacional também tem contribuído para o aumento”, define. A oferta dos mercados tem enfatizado os produtos básicos do dia a dia das famílias. “Há locais que estão expondo produtos básicos em vez de eletrodomésticos”, diz. Esta é a análise em relação à decisão pela escolha de artigos básicos ou supérfluos na hora de encher o carrinho de compras e colocar a mão no bolso para pagar a despesa.

Sobre os volumes dos alimentos, o diretor de atendimento esclarece ter notado que a oferta de produtos de pacotes de um quilo está aumentando, a exemplo de arroz, trigo e açúcar. “Existem também os produtos que estão com sua gramagem encurtada, porém, com preço elevado”, explica. A coleta de dados é realizada levando em consideração os preços dos produtos básicos praticados nos principais nove supermercados de Lages. São anotados os menores preços e não os valores das mesmas marcas nos diferentes estabelecimentos.

O consumidor tem de estar sempre atento aos preços do produto que está comprando e verificar se o valor exposto na propaganda se iguala ao impresso na nota fiscal. “Dentro do supermercado o consumidor tem de conferir os preços dos itens na hora em que está passando no caixa, observando e atestando se é o mesmo anunciado na gôndola”, esclarece.

Ao menor sinal de desconfiança de lesão ao Código de Defesa do Consumidor, o cidadão deve primeiramente comunicar a situação ao supermercado e, caso não haja resolução, levar o problema ao Procon. A nota fiscal é o documento que o consumidor tem para reclamar seus direitos, segundo o diretor. Juarez lembra que tem conversado com supermercadistas e consumidores, pessoas das quais recebe manifestações em favor das pesquisas mensais. “A pesquisa é uma ferramenta que o Procon disponibiliza aos cidadãos”, comenta.

A listagem completa da pesquisa pode ser acessada em http://www.lages.sc.gov.br/procon/pesquisas.php. O Procon está situado na rua Martinho Nerbass, 29, Centro, próximo ao Terminal Urbano e presta atendimento de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h. Contato telefônico pode ser feito pelo número 3222-3921.

 

Assess. de Imprensa da PML - Foto: Divulgação