O jornalista Leo Branco, da revista Exame, fez uma breve análise sobre a situação dos aeroportos da Serra Catarinense, Aeroporto Regional do Planalto Serrano, em Correia Pinto, e o Aeroporto Federal Antônio Correia Pinto de Macedo. Segundo ele, sobram aeroportos na região serrana.

 

Na cidade catarinense de Lages sobram aeroportos

 

São Paulo - Os moradores de Lages, município de 160.000 habitantes no interior catarinense, terão em breve uma estrutura digna de metrópole: dois aeroportos capazes de receber grandes aeronaves. O mais antigo, aberto em 1972, próximo ao centro da cidade, estava há 20 anos restrito a aviões de pequeno porte porque o galpão de um frigorífico construído a poucos metros da cabeceira atrapalhava pousos e decolagens.

Enquanto isso, o governo de Santa Catarina decidiu construir outro aeroporto a apenas 26 quilômetros de distância, no município vizinho de Correia Pinto. As obras estão em andamento há 14 anos. Demorou tanto que, no ano passado, o galpão que atrapalhava a operação do aeroporto antigo foi demolido.

Sem o impedimento, ele voltou a se tornar atraente. Bastou a prefeitura local investir 400.000 reais em pequenas reformas e a companhia aérea Azul já planeja operar ali em breve. Quanto ao novo aeroporto, que custou 38 milhões de reais e deverá ficar pronto até o fim do ano, no momento não desperta o interesse de nenhuma das grandes aéreas brasileiras.

Segundo normas internacionais, aeroportos regionais se justificam economicamente a uma distância mínima de 100 quilômetros de outro aeroporto. Na região de Lages, pista para aviões não vai faltar. Resta ver se haverá demanda.

 

Fonte: Revista Exame - Foto: Agência RBS/ Divulgação