O diretor-presidente da GTS do Brasil, Assis Strasser, se reuniu com o prefeito Toni Duarte; o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Juliano Chiodelli; e o procurador-geral do Município, Maurício Batalha, no fim da tarde de sexta-feira (3/07), na sede da empresa, no bairro São Paulo. A GTS é especializada na fabricação de implementos agrícolas de ponta. Além da unidade no São Paulo, uma fábrica de carretas e plainas funciona em espaço alugado na BR-282, próximo ao acesso a São Joaquim. Há outra unidade na Área Industrial (atrás da SKP), onde são efetuadas reformas.

No dia 26 de agosto a marca prospecta iniciar a construção de seu segundo parque fabril, às margens da BR-116, na Área Industrial, no terreno da antiga Santa Catarina Turismo (Santur), com planejamento de finalizá-la em outubro ou novembro. O terreno possui 22 mil metros quadrados e foi doado pela prefeitura depois de repassado pelo governo do Estado.

Assis tem pressa, pois há encomendas para entrega de máquinas para o próximo ano. A produção deverá ser iniciada em janeiro de 2016. Modernas colheitadeiras e plataformas serão confeccionadas em território lageano. Cada máquina custa em torno de R$ 300 mil. Além dos equipamentos, a GTS produzirá componentes. Serão firmadas parcerias com empresas francesa e italiana.

Novo projeto

Um novo projeto já está formatado pela marca, começado com dois mil metros quadrados e que atualmente já está em cinco mil metros. Foram gastos R$ 80 mil somente no design do projeto arquitetônico. Esta seria a terceira obra simultânea da marca GTS, contando a fábrica da 116 e a ampliação. Assis Strasser apresentou o projeto ao prefeito e reivindicou um terreno. “Se não ampliarmos não atenderemos a demanda”, explica.

A GTS concorreu recentemente com 15 mil engenheiros de diversas partes do mundo e venceu a concorrência para produzir a maior colheitadeira de grãos do mundo nos Estados Unidos. “Gosto de fazer as coisas com os pés no chão. Não trabalho por dinheiro e sim por satisfação. Quero ver esta cidade (Lages) se desenvolver. Para a GTS não há crise e sim oportunidade”, anuncia. Ao ser concretizado, o novo projeto possibilitará a abertura de mais 150 postos de trabalho.

Ampliação da sede atual

A atual sede deverá passar por grande ampliação. “A GTS é, sem dúvida, uma empresa que está investindo bastante, acreditando no potencial do município. Para a ampliação a empresa fará investimento imediato e necessitará de uma área que o município possa doar”, ressalta o prefeito Toni Duarte.

A GTS do Brasil nasceu em Campo Belo do Sul em setembro de 2000, impulsionada pelo empresário Assis Strasser, 55 anos, gaúcho de Não-Me-Toque. Anos depois a empresa foi totalmente transferida para Lages. A GTS se consolida como uma das maiores do mundo voltadas ao agronegócio.

Atualmente são fabricados cerca de 200 equipamentos por mês, mas a ideia é chegar a 300 em alguns tipos de produtos. Todas suas peças levam a marca GTS, patenteada. GTS é a sigla para os sobrenomes Garro, Tanzi (nome de um fabricante antigo parceiro) e Strasser. A GTS comemora seus resultados e os patamares alcançados no âmbito nacional. Em sua história guarda o êxito de já ter sido eleita a 7ª melhor empresa do Brasil entre as 500 maiores. Em 2015 lançará as maiores plataformas de colheita do mundo. “Teremos as maiores linhas de subsolador, plaina, e de plataforma de soja e de milho”, sustenta.

Exportação

Os produtos fabricados em Lages são exportados para toda a América do Sul, Estados Unidos, Europa (Espanha e Portugal), Canadá, entre outros. Em 2013 e 2014, devido à alta proporção dos pedidos, não foi possível atender toda a demanda do mercado interno, que corresponde a 90% do total. De 2011 para 2012, o crescimento da empresa compreendeu 110%, com resultados de faturamento e entrega. Nos anos mais recentes o crescimento está na casa dos 45% a 50%. Como incentivo ao quadro funcional, composto por 180 funcionários, a GTS lançou o Plano de Participação nos Resultados (PPR).

Assess. de Imprensa da PML - Foto: Nilton Wolff