Cada habitante que vive no planeta Terra, assim como as empresas e também os animais, bem como veículos, máquinas, grandes queimadas (provocadas ou não pelo homem), vulcões, gêiseres, tc,  ao longo de suas existências, contribuem  com determinada parcela de responsabilidade na emissão de gases poluentes ou tóxicos, que poluem o ar que respiramos, sem falar na poluição das águas e do próprio solo (lixo acumulado, etc).

No final das contas, essa soma de gases poluidores, principalmente o Dióxido de Carbono (CO2), vão provocar o chamado Efeito Estufa, redução lenta e gradual da camada de Ozônio que protege o Planeta Terra dos raios ultra violeta do Sol, fazendo com que a temperatura média na Terra esteja aumentando aos poucos (e gerando uma série de problemas para todas as espécies de vida).

ACORDOS INTERNACIONAIS

Buscando enfrentar o problema, há várias décadas os países vêm se reunindo em grandes encontros e conferências internacionais para tentar chegar a acordos que proíbam ou reduzam gradativamente o uso de tecnologias e práticas geradoras de poluição. Assim, as indústrias são forçadas a substituir equipamentos poluentes por sistemas mais eficientes e com menor geração de resíduos, indústrias são forçadas a mudar sistemas de filtragem do ar, etc. O avanço disso, no entanto, é muito menor do que o necessário. E muitos países, principalmente os que mais poluem como EUA e China, resistem a esses esforços coletivos.

Mas e nós, seres humanos? E as empresas? Que responsabilidade temos diante deste cenário? O que estamos fazendo VOLUNTARIAMENTE para mudar esse quadro?

CARBONO SOCIAL EM REDE

Pensando nisso, o Projeto Carbono Social em Rede, levado adiante há alguns anos na Serra Catarinense  pelo Centro Vianei de Educação Popular, com financiamento da Petrobrás, e com a parceria fundamental dos agricultores familiares, vem fazendo a sua parte. Desde 2011, o projeto produziu e distribuiu gratuitamente aos agricultores familiares da região mais de 500 mil mudas de árvores nativas (araucárias, canelas, ipês, guabiroba, araçá, angico, etc). Essas mudas são plantadas em áreas de Preservação Permanente (APPs) como encostas, margens de rios e de nascentes, áreas degradadas e que precisam de recuperação, entre outras.

Com isso, cumpre-se a legislação ambiental que exige que pelo menos 20% das propriedades rurais tenham cobertura vegetal (além das APPs). E fazendo esse plantio, os agricultores familiares também estão COMPENSANDO as emissões que suas próprias famílias fazem, além das emissões de gases tóxicos que nós, que vivemos na cidade, geramos.

ADOÇÃO DE ÁRVORES

Através do Projeto Carbono Social em Rede, as pessoas e empresas da cidade, bem como eventos dos mais diversos gêneros que são realizados, podem ADOTAR ESSAS  ÁRVORES (plantadas pelos agricultores com mudas doadas pelo projeto). As pessoas adultas, em média, precisam plantar ou adotar cinco árvores por ano para compensar suas próprias emissões de CO2. E para saber quanto cada empresa ou evento emitem, é feita uma conta tomando por base a quantidade e o tipo de energia que consomem por ano, o combustível e o meio de transporte que seus funcionários utilizam, a geração de detritos e o tipo de lixo que geram e produzem, o consumo de água, a matéria-prima que utilizam, entre outras questões.

REVISTA VISÃO ADOTOU 46 ÁRVORES

A Revista Visão, apesar de ser uma  pequena empresa, têm essa responsabilidade sócio ambiental. E COMPENSOU suas emissões relativas aos anos de 2013 e 2014. O total de Dióxido de Carbono (CO2) gerado nestes dois anos pela empresa chegou a 46 toneladas. Para compensar isso, a empresa ADOTOU 46 ÁRVORES (23 para cada ano de emissões). E pagou aos agricultores familiares e ao projeto Carbono Social em Rede o valor de R$ 1.380,00, que corresponde a R$ 30,00 para cada árvore adotada. Parte desse dinheiro, inclusive, é pago aos agricultores familiares que plantaram as árvores. E a outra parte fica para subsidiar a continuidade do projeto.

Com isso, a Visão foi CERTIFICADA pelo projeto com o SELO DE RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL. E está gerando uma pequena renda aos agricultores familiares, que plantam e que vão cuidar destas árvores lá em suas propriedades por pelo menos 10 anos, melhorando a qualidade do ar que respiramos e preservando o meio ambiente.

IMPORTANTE: Cada árvore adotada pela Visão (ou por qualquer outra empresa, evento ou pessoa)  é devidamente identificada, etiquetada e georreferenciada (através de GPS). E quem adotou pode acessar o site do projeto Carbono Social em Rede – www.carbonoemrede.org.br - fone: 49-3222-4255- e ver onde estão localizadas essas árvores (com atualização anual). E sua empresa, quando vai fazer algo pelo Planeta Terra? 

 

 

Loreno Siega – Revista Visão