O diretor-presidente da Transportadora Binotto, Edilson Sergio Binotto, visitou o prefeito interino Toni Duarte na manhã desta quinta-feira (19/03), quando entregou-lhe uma carta de intenção referente à implantação de uma Estação Aduaneira de Interior (Eadi), conhecida como porto seco, em Lages, sistema criado pela Receita Federal na década de 1990 para aliviar o fluxo de mercadorias nos portos, aeroportos e pontos de fronteiras em todo o Brasil.

Estabelecida no município há mais de 40 anos e com larga experiência em operação e gestão de armazéns gerais, a Binotto argumenta que Lages está situada numa área geográfica privilegiada. “Além de possuir importante entroncamento rodoferroviário, que acessa grandes centros industriais, portos e aeroportos”, acrescenta. “Estamos diante de um quadro de iminente expansão econômica gerada pela implantação de novas indústrias, além das já existentes na região com forte perfil importador/exportador”, defende o empresário.

O documento entregue ao chefe interino do poder Executivo traz um mapa de Santa Catarina com as interligações rodoviárias federais – BRs-101, 116, 153, 158, 163, 280, 282 e 470. “Este é um assunto que foi tratado na década dos anos 2000 e agora estamos retomando a questão, haja vista que os portos estão com seus espaços ocupados quase em sua totalidade. Uma alternativa é o porto seco em Lages”, entende.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda trabalhará nos encaminhamentos junto à Receita Federal. “Viabilizaremos o que depender do município”, afirma Toni. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Juliano Chiodelli, participou da reunião. “A distância de Lages até as capitais dos três Estados, além dos motivos geográficos, também possibilita que Lages seja um centro logístico. Com o aval do prefeito poderemos dar sequência ao projeto. São várias etapas a serem cumpridas, incluindo a destinação de uma área territorial”, explica Chiodelli. Será agendada reunião com o delegado da Receita Federal, Carlos Alberto Padlipskas.

Necessidade de área para execução do projeto

O empresário reivindicou uma área de aproximadamente 70 mil metros quadrados para implantar o porto seco, território esse que deverá ser plano, sem risco de alagamento ou enchente, preferencialmente drenada e com facilidades de acesso. “E apostando no espírito desenvolvimentista desta administração municipal, acreditamos poder contar com sua participação para esse empreendimento”, projeta Edilson Sergio Binotto.

R$ 20 milhões de movimentação econômica

Segundo a Receita Federal, se faz necessário um movimento econômico em torno de R$ 20 milhões mensais para ser viabilizado um porto seco. “Teremos este volume nos próximos anos por conta dos novos empreendimentos que estão chegando à cidade. Os portos estão cada vez mais lotados. Esse tipo de serviço custa cada vez mais caro e temos a chance de descentralizar esta questão, com custo menor aos exportadores e maior praticidade. Iremos aprofundar os estudos junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico”, analisa Binotto. “Hoje, quando a mercadoria se encontra no porto de Itajaí e São Francisco, os exportadores e importadores têm de trazer a mesma e recolher os tributos de uma vez só, o que não ocorre quando existe um porto seco mais próximo, pois o recolhimento de impostos se dará de maneira fracionada, facilitando a nacionalização dos produtos”, relata.

Assess. de Imprensa da PML - Foto: Sandro Scheuermann

COMENTÁRIO DO BLOG: Será que a Binotto já pagou suas contas com ex-funcionários e fornecedores? Quanto vale um terreno de 70 mil m2? E quantos empregos esse empreendimento iria gerar?