Logo após a coletiva que concedeu à imprensa, no domingo à noite, quando ainda comemorava sua reeleição para o Governo de SC, Raimundo Colombo foi indagado por um repórter sobre sua posição com relação ao segundo turno. 

E ele assim respondeu:

"Para mim, gratidão é uma palavra que tem muito valor. Eu estou apoiando Dilma por gratidão por tudo de bom que ela  fez a Santa Catarina. Nunca me deixou sem respostas em tudo o que pedi a ela. Sempre tratou o Estado com atenção e carinho. Ela fez isso com relação à exportação de carne suína para o Japão, quando nos ajudou enormemente. Fez isso por ocasião da vinda da BMW para o Estado. Nós precisávamos do apoio e da participação decisiva dela. E ela nos apoiou. Foi assim no apoio que nos deu para as obras de contenção das cheias no Vale do Itajaí. E é assim com muitas outras questões. Eu sou um homem de palavra, de gratidão. Por isso, por mais que meus correligionários me cobrem sobre essa questão, eu sou Dilma. E preciso ser respeitado nesta decisão. Agora, não vou impedir ninguém de fazer a sua escolha livre e soberana", deixou claro. 

MUITO MAIS DO QUE "GRATIDÃO"

Resta saber como será agora esse apoio de "gratidão", né Colombo.

Os partidários da Dilma esperam de você, assim como dos senadores LHS, Dário Berger, Cassildo Maldaner e do vice governador e presidente do PMDB, Eduardo Pinho Moreira,  muito mais do que o voto no 13. 

Esperam adesão forte, ação e de sua grande força  e  liderança política em SC para virar o jogo. Afinal, se Dilma vencer (e isso não é impossível), ficará muito ruim para o senhor enquanto governador de um partido aliado (o PSD) - e reeleito com grande votação - não fazer nada para evitar nova derrota vexatória da Presidente, que tanto lhe ajudou,  em seu Estado, não acha?

O povo catarinense - mesmo que tenha votado - e que talvez vote maciçamente em Aécio (e pode fazê-lo sem que ninguém lhes tire o direito e a legitimidade) - vai admirá-lo muito mais se for um homem "de gratidão" e de "ações", além de "posição" política  bem definida. Ninguém suporta político "que faz de conta" e que fica em cima do muro (ainda mais num momento tão decisivo como esse). Isso poderá ajudá-lo, inclusive, a galgar cada vez maiores e melhores posições políticas futuras (incluindo candidatura à Presidência da República). 

Loreno Siega - Revista Visão - Fotos: Gugu Garcia