Da lista de reivindicações da Secretaria do Planejamento de Lages à concessionária da rodovia BR-116, Autopista Planalto Sul, sobre o traçado da pista para o trânsito que influencia a vida dos lageanos, algumas obras foram consideradas pertinentes e aceitas pela empresa. O plano de melhorias foi apresentado na tarde desta segunda-feira (1), no Ministério Público Federal (MPF), em Lages. “A concessionária, como rege o contrato, deve empenhar-se em ajudar os usuários a encontrar soluções”, defende o procurador Nazareno Jorgealém Wolff.

O pacote de obras sugerido por Lages contabilizava 21,22 quilômetros de marginais, além de trevos, mas a empresa delimitou prioridades sob sua ótica. O plano da Autopista indica a implantação de 4,2 quilômetros de ruas laterais (marginais), na Área Industrial, partindo da logística Zapelini (Km 245) até o acesso à rua João Pedro Arruda (Km 248, próximo ao Hotel Planalto); de um trevo no acesso à rua João Pedro Arruda, e adequação do trevo a alguns metros da Lactoplasa, no acesso Sul, que está situado em local curvilíneo e de  difícil visualização nos trechos de  retorno.

Para os acessos à pedreira Britaplan e ao Distrito Industrial, próximo, assim como à Seara, no Km 255, e do posto de combustíveis próximos, foi discutida a implantação de acessos privados, com custeio próprio, já que se destinam a fins lucrativos particulares. “No entroncamento entres as BRs-116 e 282 (acesso a São José do Cerrito), é bem provável que daqui cerca de cinco anos tenha-se que implementar uma solução em desnível (viaduto)”, disse o gerente de engenharia, Marcos Fabrício Dutra. A ideia servirá para separar os tráfegos, proporcionando maior segurança aos usuários.

Além de Lages, foram propostas alterações para Correia Pinto, que receberá dois quilômetros de ruas laterais e um trevo, próximo ao Corpo de Bombeiros do município; Ponte Alta, com um quilômetro de marginal, e Capão Alto, com apenas uma alteração, a construção de um trevo no acesso à localidade Coxilha Rica.

 

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Obras custarão mais de R$ 25 milhões

 

O investimento injetado nas mudanças nos quatro municípios passará de R$ 25 milhões, segundo estimativa, pois toda obra incluída posteriormente ao contrato, de acordo com a concessionária, sofre cálculo atualizado. O impacto financeiro será repassado aos usuários da 116, como era previsto. “Acredito que o repasse será de R$ 0,05 ou R$

0,10 sobre o valor da tarifa de pedágio, mas tudo depende de um estudo mais aprofundado do plano, que seguirá, em no máximo 15 dias, para a Gerência de Engenharia e Investimento da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em Brasília. A agência fará suas consultas regionais para análise e possível aprovação”, especifica Marcos Fabrício Dutra.

Vale lembrar que, costumeiramente, todo ano, já existe um reajuste de cerca de R$ 0,30, calculado de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), aliado ao acréscimo ou decréscimo de obras executadas. O gerente explica que o usuário paga por obras em andamento e pelas que acontecerão. “As parcelas são pulverizadas, desde agora (4º ano na região) até o final da concessão, que dura 25 anos. Obras de melhorias são financiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No entanto, as obras novas, como essas, partem de um orçamento diferenciado”, detalhou.

Os maiores investimentos da concessionária em obras, segundo a Autopista, são realizados no sexto, sétimo e oitavo ano, com ênfase no último. “O trecho de Lages é prioridade sobre todos. Mas acredito que as obras comecem no município daqui um ano, ou pouco mais”, anunciou. Para o secretário do Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Luís Carlos Pinheiro Filho, o valor do impacto das obras ao usuário atribuirá muitos benefícios aos motoristas e pedestres. “É um custeio que trará tranquilidade e segurança”, analisou.

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Processo de fechamento de acessos está suspenso

 

Os acessos às empresas e residências que foram bloqueados ao longo da via continuarão fechados, mas novos bloqueios não serão realizados pela Autopista, que cumpre uma determinação da ANTT de fechamento, primeiramente até fevereiro desse ano, de todos os acessos irregulares.

Esse plano não impede que os proprietários façam seus projetos de acessos e protocolem junto a ANTT para aprovação, ou que consultem a concessionária sobre a viabilidade do pedido.

Nos 412 quilômetros concedidos à Autopista Planalto Sul, de Curitiba

(PR) a Capão Alto (SC), divisa com o Rio Grande do Sul, existem 1.600 acessos. “Nesse trecho os acessos fechados não chegam a 200, sendo que estabeleceremos a meta de regularizar 90 ao ano”, comenta Marcos. “Lages precisa equacionar mais alguns pontos, mas o principal a concessionária trouxe, que é a providência para um trecho mais denso, de alto fluxo.

Estamos satisfeitos com as prioridades”, concluiu o secretário do Planejamento, Jorge Raineski, sugerindo ainda que a Autopista analise a implantação de uma ciclovia no trecho da 116.

 

Informações Secretaria de Comunicação Prefeitura de Lages