Já faz tempo que o vice-prefeito de Lages, o tucano Luiz Carlos Pinheiro Filho,  pensa diferente da atual administração municipal. Pelo menos é isso que suas colocações em vários assuntos levam a entender. Uma delas é sobre a Festa do Pinhão. No ano passado, Pinheiro nem bem esperou o evento terminar para fazer críticas (com grande fundamento, diga-se de passagem) sobre mudanças que seriam necessárias. Hoje publica artigo no Jornal Correio Lageano falando a mesma coisa.

Isso sem falar em outras \"diferenças\" de posicionamento. Ele disse na CDL, há pouco tempo, por exemplo, que Lages hoje não tem planejamento a longo prazo. E que isso é extremamente necessário (no que concordamos plenamente).  

Portanto, a notícia de que já teria contratado marketeiro para produzir sua campanha eleitoral, soa natural para quem pensa diferente. Estranho seria se Pinheiro, pensando e se manifestando descontente uma série de vezes, resolvesse agora \"aderir\" aos candidatos oficiais apoiados pelo paço municipal (Ceron e Sirlei Rodrigues).  

Mas, pergunta-se: Elizeu Mattos já não é oposição ao atual modelo de gestão da Prefeitura de Lages? Então, não seria mais produtivo e interessante a Pinheiro unir-se ao grupo de Elizeu? Ou será que ele acredita piamente que pode derrotar os dois candidatos considerados até o momento favoritos e correndo por fora? Ou, como alguns comentam, será que Pinheiro não estaria colocando sua candidatura para tirar votos de algum dos outros candidatos? Com o discurso de oposição de Pinheiro, quem perderia mais votos? Ceron ou Elizeu? E quanto ao Secretário Costinha (também do PSDB). Será que ele vai subir no palanque do Pinheiro ou do Ceron?

Por último, o que fará Godinho, do PTB? Que  caminhos vai tomar? Quando finalmente vai se decidir?

São perguntas pertinentes neste começo de junho - Dia dos Namorados - Afinal, com quem Pinheiro e Godinho querem \"ficar\"? Ou de quem, definitivamente, querem se \"separar\"?

Loreno Siega - Revista Visão